segunda-feira, 31 de março de 2014

Golpe de 1964: A informação manipulada pela mídia

Pesquisas só agora reveladas mostram que 72% dos brasileiros apoiavam o governo de João Goulart; a mídia, porta-voz da elite, era contrária às reformas propostas por Jango.









A Ditadura no Brasil - O Golpe Militar de 1964

Os militares alegavam que era necessário que eles tomassem o poder para evitar que o "perigo comunista" acabasse com o atual sistema democrático capitalista.

O golpe aplicado pelos militares recebeu apoio amplo das elites e das camadas mais conservadoras da sociedade que eram contrarias ao modelo de governo de centro-esquerda aplicado por João Goulart.

Os militares afirmavam que assim que o "perigo comunista" fosse totalmente dizimado o poder seria devolvido aos civis por meio de eleições democráticas.

Até a posse do novo presidente o Brasil foi governado por uma Junta militar.

A Junta Militar decretou o Ato Institucional nº 1 (AI-1)

O General Humberto Alencar de Castelo Branco, um dos lideres do golpe militar de 1964, foi eleito presidente pelo Congresso Nacional.

Foi eleito seu vice José Maria Alckmin (apoiado pela UDN e de setores do PSD.
Ambos tomaram posse no sai 15 de Abril de 1964.








Via: Blog do Professor Henry

A ditadura e o "milagre econômico" - 50 anos do Golpe Militar

Na manhã de sábado, 29, teve início a Jornada de debates sobre os 50 anos da ditadura militar. A primeira palestra foi do companheiro Alejandro Acosta, sobre “A ditadura e o milagre econômico”.

Nesse primeiro dia de debate o objetivo era as bases para o desenvolvimento da ditadura militar, econômico e político. Para dar um panorama geral da palestra vamos fazer um breve resumo.

A palestra começou com um retorno aos anos anteriores, que precederam o golpe, mais do ponto de vista da economia. Para entender esse desenvolvimento, o companheiro Alejandro voltou à década de 30 para falar do acúmulo da República Velha e lembrar da crise que levou às revoluções tenentistas no período até a Revolução de 30.

A Revolução de 30 abriu espaço para o desenvolvimento das forças produtivas com características nacionalistas. Mesmo no Estado Novo que foi o governo semi-fascista de Vargas. Porque esse era um desenvolvimento natural da economia.

A 2ª Guerra Mundial impulsionou as tendências nacionalistas na América Latina que pode se ampliar devido a fraqueza do imperialismo, desgastado pela guerra. É o período de desenvolvimento da indústria nacional na siderurgia, petróleo etc.

Um golpe para conter as forças do movimento operário

Após a morte de Getúlio Vargas assume o poder Juscelino Kubitschek sua grande obra, a construção de Brasília, primeira grande obra que resultou no exponencial crescimento e endividamento do país.

Entra João Goulart e começa o ascenso do movimento operário na década de 60. O golpe militar foi dado para frear as tendências revolucionárias que cresciam no País e o desenvolvimento da indústria nacional para entregar a economia para o imperialismo.


A ditadura começa com Castelo Branco e o PAEG para “estabilizar” a economia, mas na verdade é a entrega da indústria para os monopólios o que não durou por causa da crise mundial. Ele é quem começa os ataques aos sindicatos, mas o objetivo é sempre atacar em larga escala as condições de vida dos trabalhadores.

Nesse governo são editados os Ato Institucional número 1 e 2. Na sequência, entra o governo Costa e Silva, quando são editados o AI 3 e AI 4. É marcado pelo movimento estudantil de 1968.

Entra então Médici que fica no governo até 1973.

O tal milagre econômico

O milagre econômico estava baseado basicamente no investimento em obras de infraestrutura. O que possibilitou crescimentos superiores a 10% ao ano, e muito prejuízo.

Os principais projetos foram: Hidrelétrica de Itaipu; Ponte Rio Niterói; Projeto Carajás; Projeto Jari; Pró-alcóol; Transamazonica; Radan; Usina de Angra, e outros.

- Itaipu foi construída por construtoras francesas e brasileiras a lucros extraordinários; - Projeto Carajás só agora está sendo concluído; Jari era para ser um pólo petroquímico no Pará que faliu e deixou prejuízos; a Transmazonica todo mundo conhece como um projeto faraônico, na verdade dói feito para controlar a Amazônia militarmente e promover o lucro através do desmatamento, facilitando a produção de minerais abrindo a mata também para plantação de cana.

O objetivo era simples, garantir lucros aos capitalistas e a robalheira do governo. Neste período ficou conhecido o apelido do ministro Delfim Neto, o homem dos 10%).

A crise econômica e o ataque às condições de vida dos contra os trabalhadores

Para se ter uma ideia, em 21 anos de ditadura a dívida pública subiu 30 vezes. Em 1964 era de 3 bilhões, em 1985 estava em 90 bilhões. Hoje o endividamento é de 4 trilhões e o governo reserva 47% do orçamento nacional para garantir essa dívida através do superávit primário.

É importante destacar que as empresas que se favoreceram do regime, participaram dele o apoiando de diversas maneiras. É conhecido que o jornal Folha de S. Paulo emprestava carros para o transporte de presos. E a Ultragaz financiou e participou de torturas.

Enquanto isso, as condições de vida dos trabalhadores foram brutalmente atacadas.

Os salários rebaixaram brutalmente. Em 1974 o salário era metade do que era em 1960. Isso porque os trabalhadores não tinham direitos, sindicatos, nem data base. Na conta da cesta básica: em 1959 um trabalhador precisava de 65h para comprar sustentar sua família, em 1974 era necessário 165 horas.

A concentração da riqueza também foi às alturas. Em 1974, 4% da população concentra 37% da riqueza nacional. Antes era 26%.

A ditadura quase levou o Brasil à bancarrota. As obras geraram especulação financeira na bolsa que já em 1971 começaram a cair. Em 1974 explodiu a crise do petróleo em todo o mundo. Aqui no Brasil o preço do petróleo aumenta e as exportações nacionais caem. Esse é um fator fundamental para da crise da ditadura.

Com Geisel inicia-se a abertura da economia. 1976 é o período de crise e de ascenso estudantil e do movimento operário. Isto devido ao aumento inflacionário e ao desemprego. Uma conclusão do marxismo é que a classe operária se movimenta por condição material ou se movimenta ou morre.

Nessa época a realidade brasileira e em todo mundo era de inflações nas alturas. Não foi por menos que Lênin disse que a inflação é um fator dos mais revolucionários. No Brasil em 1973 a inflação era de 15% ao ano; em 74, 34%; em 79, 90%; em 80%, 110%; em 83, 200%. Em 1983 as oposições sindicais tomam os sindicatos pelegos e fundam a CUT.

Em 1985 ocorrem 15 mil greves. Todas as ditaduras caíram com base essa base material. Elas caíram por causa dessa crise. Mas os governos seguintes deram sequencia à mesma política com a fachada democrática.  O que o Castelo Branco não fez, os governos civis do PMDB, PSDB e PT fizeram, sem a aparência de milagre econômico e com fachada democrática.

Um exemplo foi a venda pelo PT do campo libra. Política pró-imperialista e neoliberal. Querem tudo a nível de terra arrasada repetir e aprofundar os ataques da ditadura militar.

Mas o PT não tem condições de aplicar todos esses ataques. É tarefa para a direita, que, no entanto, não consegue se eleger. Esse enfraquecimento é o que leva à movimentação golpista, como ocorreu no Egito e na Ucrânia.

O próximo período deve ser de grandes greves e luta aberta entre a classe operária e a burguesia, que tenta impulsionar o fascismo e o golpismo.



#GolpeNuncaMais  #50AnoDoGolpe


(texto copiado)

Fonte: Causa Operária online








sábado, 29 de março de 2014

Estudo Sobre o Trabalho Infantil no Brasil

A Fundação Telefônica/Vivo lançou em agosto o estudo inédito "Trabalho Infantil e Adolescente: impacto econômico e os desafios para a inserção de jovens no mercado de trabalho no Cone Sul". Elaborado pela Tendências Consultoria, o estudo traz dados e números que expõem, sob um ponto de vista econômico, o quadro de causas e consequências do trabalho infantil no Brasil e nos outros países do Cone Sul (Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai). Aqui, o vídeo em animação com o resumo das principais análises.











CPI DA PETROBRÁS - COMO FICA A PLATAFORMA P-36?


CREA-RJ APONTA FALHAS TÉCNICAS E DE GESTÃO NA PLATAFORMA P-36

Fernando Sampaio Falhas técnicas e de gestão da Petrobras e no gerenciamento operacional da plataforma P-36. Estas foram, segundo o relatório final da Comissão Especial do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro (Crea-RJ) as principais causas das explosões e do afundamento da P-36, na Bacia de Campos, no dia 15 de março, que causou a morte de 11 trabalhadores e a perda total da plataforma. Segundo o presidente do Crea-RJ, José Chacon de Assis, a construção da plataforma foi mal feita e Sua entra a em operação, antecipada indevidamente. "O grande erro de gestão foi o fato da antecipação do tempo de montagem, da transformação da plataforma de perfuração para plataforma de produção, que foi feita no Estaleiro Davie, em Quebec, no Canadá. A aceleração dessa montagem pode ter trazido alguns problemas", comentou. Além disso, ele informou que houve também erro de projeto, "profundo e claro, quando foi colocado um tanque de drenagem de emergência dentro de uma das colunas de toda a plataforma, fazendo Com que, quando ocorreu a explosão, realmente ela ficasse sem sustentação", afirmou Chacon. O relatório do Crea-RJ será encaminhado ao Ministério Público, ao Ministério do Meio Ambiente, à Agência Nacional de Petróleo (ANP), à Marinha do Brasil, à Assembléia Legislativa do Estado (Alerj) e ao Congresso, com pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para responsabilizar os envolvidos no acidente. A Comissão Especial solicita, ainda, que a CPI investigue também os contratos de serviços feitos pela Petrobras, a qualidade e a origem dos equipamentos adquiridos por ela, a qualificação da mão-de-obra, a política de certificação de suas unidades operacionais e a causa dos elevados números de acidentes com funcionários da estatal e de empresas terceirizadas. Segundo técnicos do Crea-RJ e líderes sindicais do setor petrolífero, só nos últimos três anos, 97 trabalhadores morreram em diversas áreas da empresa. A perda total da P-36 gerou prejuízo estimado em R$ 1 bilhão e a Petrobras deixou de produzir 80 mil barris/dia e 1,3 milhão de metros cúbicos de gás diariamente, segundo o relatório. Aepet aguarda resultados da CPI da Alerj Claudio Eli O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, disse ontem que aguarda com expectativa a divulgação, na próxima segunda-feira, do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para apurar as causas do acidente com a Plataforma P-36. "O relatório deverá recomendar uma investigação tanto da atual Diretoria da Petrobras como da anterior, quando Joel Mendes Renó era presidente", explicou. O relatório também deve sugerir uma ampla investigação da Polícia Federal sobre a possibilidade de ter ocorrido sabotagem no caso. "Isso não é impossível, porque nós constatamos nada menos que oito erros", disse, considerando que a sabotagem apressaria a privatização da estatal, com os preços mais baixos do mercado. Siqueira informou que a Petrobras, no ano passado, foi consagrada, pela segunda vez, como a melhor empresa do mundo em tecnologia. Além disso, a revista "Forbes" (na edição de 2 de outubro) a elegeu como a oitava empresa Mais admirada do mundo. "Diante disso tudo, o mínimo que se pode imaginar é que o acidente com a P-36 e outros que, vêm ocorrendo no sistema Petrobras têm por objetivo retirar-lhe o prestígio e justificar a privatização".


                                                             Fonte: CREA - RJ



P-36 ainda submersa em dúvidas 

(AEPET - Associação dos Engenheiros da Petrobrás)


Terrorismo Midiático pode ajudar Dilma a vencer eleição presidencial no 1º turno!

Terrorismo Midiático pode ajudar Dilma a vencer eleição presidencial no 1o. turno! 
- por Marcos Doniseti

Eleitorado cativo e aumento do 'Não Voto' poderão fazer Dilma vencer eleição presidencial no 1o. turno, diz César Maia!
Legenda de imagem: Quem diria: Terrorismo Midiático poderá ajudar a reeleger Dilma e a beneficiar nas eleições deste ano.
Sugiro a leitura dessa entrevista com o César Maia, publicada na "Folha" de hoje. Maia é uma espécie de 'Conservador Esclarecido', com algumas ideias na cabeça e que faz algumas observações interessantes sobre o atual cenário político brasileiro.
Chamo a atenção para um trecho da entrevista no qual Maia comenta algo que, inclusive, já aconteceu na eleição municipal de 2012, que é o forte aumento do percentual de eleitores que não irá votar em nenhum candidato. Na eleição municipal de SP, em 2012, 33% dos eleitores não votou em ninguém (soma de abstenção, brancos e nulos).
Agora, Maia afirma que esse percentual (resultado da soma de 'Abstenção-Brancos-Nulos) poderá chegar a 40% na eleição presidencial. Na entrevista, Maia disse o seguinte:
"Um fenômeno que pode prejudicar a oposição neste ano é o desencanto com a política por parte do eleitorado. "Há uma probabilidade de o 'não voto' crescer nesta eleição. Chamo de 'não voto' o seguinte: abstenção, branco, nulo, não sabe, não respondeu. Há uma probabilidade de esse não voto se aproximar de 40%. Quem perde? A Dilma não perde –tem o voto do Nordeste, do interior, que tem uma máquina grande. Isso pode gerar um primeiro turno. Se essa massa de 'não voto' crescer, ela pode ganhar no primeiro turno com 40%", especula."
E Maia conclui, corretamente, que esse aumento do numero dos eleitores que não escolhe ninguém poderá provocar a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial.
Isso porque, claramente, Dilma possui um eleitorado cativo, que está em torno de 40% do eleitorado total. E todas as pesquisas mostram que esse percentual encontra-se estabilizado. E com o percentual de brancos, nulos e de abstenção chegando a 40%, sobrarão poucos votos para os candidatos de oposição conquistarem. E isso poderá fazer com que Dilma vença a eleição presidencial já no primeiro turno.
Aliás, isso explica porque Dilma mesmo tendo cerca de 40% dos votos totais, passa dos 60% quando se considera apenas os votos válidos e isso ocorre em todas as pesquisas realizadas recentemente.
Legenda de imagem: César Maia (DEM) parece ser um dos raros políticos conservadores brasileiros que têm um cérebro, em vez de m... na cabeça.
Assim, todo o processo de desqualificação da política que a Grande Mídia está promovendo no Brasil está fazendo com que um número crescente de brasileiros fique desencantado com o sistema político democrático representativo. E com isso é cada vez maior o percentual de eleitores que decide não votar em ninguém.
E em um cenário como esse, são beneficiadas justamente as lideranças políticas que possuem um eleitorado bastante numeroso e cativo (caso de Lula e Dilma, por exemplo).
E com aqueles líderes políticos que não possuem tal eleitorado 'numeroso e cativo', acontece exatamente o contrário, ou seja, eles encontram dificuldades imensas para conseguir crescer nas pesquisas e viabilizar as suas candidaturas, pois brigam pelos votos de uma parcela bastante minoritária do eleitorado.
Afinal, se Dilma tem 40% das intenções de voto e outros 30% a 40% decidem não votar em ninguém, os demais candidatos irão brigar por uma fatia minoritária do eleitorado, algo entre 20% e 30% do eleitorado, o que será totalmente insuficiente para sequer levá-los a disputar um segundo turno.
Vamos considerar uma eleição que tenha os seguintes resultados:
Dilma 40%;
Nenhum 35%;
Outros 25%.
Neste cenário, o resultado final (em votos válidos) seria o seguinte:
Dilma 61,5%;
Outros 38,5%.
Aliás, os dados revelados pelas últimas pesquisas apontam para um cenário muito próximo dos resultados acima.
Senão, vejamos:
Datafolha (pesquisa de Fevereiro de 2014):
Dilma 47% (61,8% dos votos válidos);
Outros 29% (Aécio tem 17% e Campos 12%);
Nenhum 18%;
Não Sabe 6%.
Ibope (pesquisa de Março de 2014):
Dilma 40% (63,5% dos votos válidos);
Outros 23% (Aécio 13%; Campos 6%, Pastor Everaldo 3%, Randolfe 1%)
Nenhum 24%;
Não Sabe 12%.
Vox Populi (pesquisa de Fevereiro de 2014):
Dilma 41% (64,1% dos votos válidos);
Outros 23% (Aécio 17% e Campos 6%);
Nenhum 15%;
Não Sabe 20%.
Se fizermos uma média das três pesquisas, temos os seguintes resultados:
Dilma 43% (62,2% dos votos válidos);
Outros 25% (36,8% dos votos válidos);
Nenhum 19%;
Não Sabe 13%.
Geralmente, nas eleições, os eleitores indecisos acabam se distribuindo de forma muito semelhante ao do restante do eleitorado. Caso isso se confirme, então teríamos o seguinte resultado final:
Dilma 49%;
Outros 29%;
Nenhum 22%.
Em votos válidos, o resultado seria:
Dilma 62,8%;
Outro 37,2%.
Portanto, todo o noticiário midiático negativo sobre o Brasil, os seus governantes e a classe política que está sendo promovido já há vários anos acaba beneficiando aquelas lideranças políticas que tem um eleitorado cativo e numeroso (o que são os casos de Lula e Dilma).
É mais do que evidente que o PT, Lula e Dilma são os grandes alvos desse imundo, nojento e fascista Terrorismo Midiático que se desenvolve no Brasil já há bastante tempo. Mas aquilo que os seus promotores (a Grande Mídia Reacionária e Golpista) tanto desejavam com a promoção do mesmo (que é a destruição do PT, de Lula e Dilma) ainda está muito longe de ser alcançado.
Na verdade, o que o Terrorismo Midiático gerou foi uma crescente rejeição, por uma parcela cada vez maior da população brasileira, à todo o sistema político e à classe política como um todo.
Em nenhum momento a oposição reacionária e golpista (formada pelo PSDB-DEM-PPS-PSOL-PSTU-Black Blocs) conseguiu se beneficiar com todo esse Terrorismo Midiático. E não o fez devido à sua total e absoluta hipocrisia e mediocridade.
Legenda de imagem: Metrô de SP: Foi isso que 19 anos de governo tucano em SP fez com o Metrô paulistano, que já foi um dos melhores do mundo. Com certeza, não é isso que os brasileiros desejam para o seu país.
Assim, qualquer pessoa que possua mais do que dois neurônios percebe, por exemplo, a postura hipócrita da oposição quando se trata de investigar os 'podres' e os escândalos dos seus governos (estaduais e municipais).
Tais partidos (PSDB, DEM...) acabam inviabilizando a instalação de CPIs e impedindo que se façam investigações de caráter independente sobre os mesmos. Mas quando se trata de querer investigar denúncias sobre o governo federal, imediatamente fazem um barulho gigantesco, exigindo investigações rápidas, a instalação de CPIs, etc.
Haja hipocrisia!
Então, no fim das contas, a principal consequência do Terrorismo Midiático acaba sendo um forte aumento do eleitorado que prefere, nas eleições, o 'candidato' chamado 'Nenhum'.
Isso já aconteceu nas eleições municipais de 2012 e tudo indica, tal como as pesquisas mostram, que esse fenômeno deverá se repetir e crescer ainda mais nas eleições deste ano. As manifestações de Junho de 2013 derrubaram a popularidade de todos os governantes, de todos os partidos políticos, em todo o país. E nenhum governante conseguiu, até agora, voltar aos níveis de aprovação popular que possuía antes dos protestos.
E no caso dos partidos políticos, o mesmo fenômeno poderá acabar se repetindo.
Como uma grande parte do eleitorado não votará em ninguém para Senador e Deputado (Federal e Estadual) um partido político que tenha a preferência de uma parcela significativa do eleitorado poderá se beneficiar bastante com isso.
A pesquisa Ibope mais recente revelou os seguintes resultados na preferência partidária:
PT 22%;
PMDB 6%;
PSDB 5%
PSB 1%
Outros 7%.
Assim, a preferência pelo PT supera a de todos os outros partidos somados.
Portanto, tal como César Maia corretamente apontou em sua entrevista, a crescente rejeição do eleitorado à classe política e ao sistema político como um todo poderão ajudar Dilma a vencer a eleição presidencial no primeiro turno. E isso também poderá ajudar o PT a eleger um número maior de deputados federais e estaduais, aumentando as suas bancadas federais e estaduais.
Logo, podemos chegar a uma conclusão surpreendente a respeito de tudo isso: O Terrorismo Midiático, que é brutal e visa justamente a tentar destruir o PT e a derrubar a popularidade de Lula e Dilma, poderá acabar se revelando um aliado dos mesmos nesta eleição presidencial.
Quem diria...
Link:


sexta-feira, 28 de março de 2014

Lula fala sobre a garantia da democracia e o Golpe de 64

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Em sua mensagem, ele lembra que que aquele momento histórico "suspendeu nosso regime democrático, revogou liberdades essenciais, prendeu milhares de militantes políticos e fez com que outros tantos tivessem que sair do país".

Lula ressalta que as lembranças da ditadura devem servir para valorizarmos "ainda mais o período democrático que o Brasil vive hoje". Apenas em períodos de democracia "trabalhadores, mulheres, todos os segmentos sociais podem chegar ao poder pois têm o pleno direito de expressão e manifestação", afirma o ex-presidente.


Vídeo: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula


















Golpe Militar - Os 50 anos e as Lições para a Classe Trabalhadora

Evento chave na história do Brasil recente, o golpe de 1964 foi um marco não só para o início de uma ditadura que durou mais de duas décadas. Foi também a condensação de uma relação de forças que produziu estruturas ainda presentes na sociedade brasileira em 2014. Uma análise crítica daquele período não pode perder de vista que a ditadura militar produziu o aprofundamento de certo padrão de acumulação capitalista e, em termos gramscianos, promoveu um processo de ocidentalização do país, o que certamente não pode ser apreendido adequadamente a partir de uma leitura apologética. Impérios econômicos foram forjados nas mais de duas décadas de regime ditatorial, sob a base de uma brutal exploração dos trabalhadores brasileiros.



 Veja mais em: Marxismo 21







quinta-feira, 27 de março de 2014

A Privataria Tucana (vídeo)

O bombástico livro que documenta corrupção nas privatizações do governo FHC. São mais de 100 páginas de documentos envolvendo José Serra e seu círculo íntimo. Embora José Serra diga que se trata de "lixo", o livro (um incontestável Best Seller) concorre ao prêmio Jabuti, o mais importante e prestigiado prêmio da literatura brasileira.













Amor e Revolução - Depoimento de Jarbas Marques - Depoimento 2

Depoimento de Jarbas Marques, perseguido, preso e torturado pela ditadura militar brasileira:
"Eu sofri vários experimentos, meu corpo foi usado para aulas de tortura. Estava na Barão de Mesquita e tinha uma tortura sexual: eles pegavam uma guilhotina de cortar papel, pegavam a bolsa escrotal da gente e davam um pique. A gente via o sangue sair, a dor... vinha um torturador e pegava a cabeça da gente e remetia para trás e um outro torturador, lá na ponta da mesa, dava um murro.









quarta-feira, 12 de março de 2014

Entrevista com Ivan Proença (ex-capitão da Guarda de João Goulart)

 Esta entrevista em formato roda-viva com o professor Ivan Proença, ex- capitão do Regimento Presidencial de João Goulart. É uma ótima oportunidade para conhecermos a história do Brasil e tentarmos entender o que está acontecendo no país nos dias atuais.
Normalmente o programa é exibido ao vivo nas quintas-feiras, mas devido às manifestações do dia 11/7 nesta semana gravamos o programa antecipadamente e transferimos a exibição para esta sexta-feira. QUINTAS RESISTENTES é um projeto que debate as diversas formas de luta contra a ditadura civil-militar no Brasil





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Ucrânia, um golpe marrom (notícias do Goblin)

"Os primeiros decretos dos bolcheviques foram sobre a paz e as terras, o dos banderistas - a proibição do idioma russo. A proibição da língua russa, sem dúvidas, é a tarefa mais importante para um país pobre com a economia morta" - Goblin


Tradução de Katerina Abashkina

Sincronização de legenda: Cristiano Alves


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sábado, 8 de março de 2014

Nazismo no rabo dos outros é refresco! (Merlin)

Setor Direita: o grupo radical nazista que tomou o poder na Ucrânia

Nesse vídeo, Eduardo Lima fala sobre o Setor Direita, grupo paramilitar nazifascista que derrubou o presidente Yanukóvych, tomou o poder e agora ameaça e persegue russos, judeus e comunistas na Ucrânia.

Fonte do vídeo: http://russian.rt.com/article/23327

Na Crimeia: o movimento de resistência contra o golpe
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Ucrânia: Putin conteve Obama
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A "fuga para adiante" e os EUA se autoderrotam na Ucrânia
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Carta de Carlos Marighella (chamamento ao povo brasileiro)

Chamamento ao Povo Brasileiro

Carlos Marighella - Dezembro de 1968

De algum lugar do Brasil me dirijo à opinião pública, especialmente aos operários, agricultores pobres, estudantes, professores, jornalistas e intelectuais, padres e bispos, aos jovens e à mulher brasileira.

Os militares tomaram o poder pela violência em 1964 e foram eles mesmos que abriram o caminho à subversão. Não se podem queixar nem ficar assombrados de que os patriotas trabalhem para desalojá-los dos postos de mando que usurparam descaradamente.

Afinal, que classe de ordem querem preservar os "gorilas"? Os assassinatos de estudantes na praça pública? Os fuzilamentos do "Esquadrão da Morte"? As torturas e espancamentos no DOPS e nos quartéis militares?

O governo desnacionalizou o país, entregando-o aos Estados Unidos, o pior inimigo do povo brasileiro; os norte-americanos são os donos das maiores extensões de terra do Brasil, têm em suas mãos uma grande parte da Amazônia e de nossas riquezas minerais, incluindo minerais atômicos.

Possuem bases de foguetes em pontos estratégicos de nosso território. Os agentes de espionagem norte-americanos da CIA, estão dentro do país como se estivessem em sua própria casa, orientando a polícia em caçadas humanas aos patriotas brasileiros, e assessorando o governo na repressão ao povo.

O acordo MEC/USAID ( acordo entre o Ministério da Educação e Cultura e a USAID norte-americana) vem sendo poso em prática pela ditadura, com o propósito de aplicar em nosso país o sistema norte-americano de ensino e de transformar nossa universidade numa instituição de capital privado, onde somente os ricos possam estudar. Enquanto isso, não há vagas e os estudantes são obrigados a enfrentar as balas da polícia militar, disputando com o sangue o direito de estudar.

Para os operários, o que existe é o arrocho salarial e o desemprego. Para os camponeses, os despejos, a ocupação ilegal de terras, os arrendamentos usurários. Para os nordestinos, a fome, a miséria e a doença.

Não existe liberdade no País. A censura é exercida para coibir a atividade intelectual.

A perseguição religiosa cresce dia a dia, os sacerdotes são presos e expulsos do País, os bispos agredidos e ameaçados.

A inflação segue desenfreada. Há demasiado dinheiro em poder dos grandes capitalistas, enquanto é cada dia escasso nas mãos dos trabalhadores. Nunca pagamos tão caro os aluguéis e os artigos de primeira necessidade, com salários tão baixos e cada vez mais reduzidos.

A corrupção campeia o governo. Não é de se estranhar que os maiores corruptos do país sejam ministros e oficiais das forças armadas. Membros do governo vivem como príncipes, praticando o contrabando e o roubo. Entretanto, os empregados públicos não recebem mais que um miserável 20% de aumento.

Diante da escandalosa avalanche de mentiras e acusações terrivelmente injuriosas lançadas contra mim, não tenho outra atitude a tomar senão a de responde à bala ao governo e às suas asquerosas forças policiais, empenhadas em minha captura, vivo ou morto.

Agora não será como em 1964, quando eu estava desarmado e a polícia disparou sem que pudesse pagar com a mesma moeda.

As organizações ultradireitistas assaltam, atiram bombas, matam, seqüestram. Contudo, ninguém tem conhecimento de que o governo esteja perseguindo sequer um dos assaltantes ou terroristas do CCC (Comando de Caça aos Comunistas).

A ditadura diz que existe um plano subversivo e uma conspiração de políticos, provados e seus direitos, para derrubar o governo. E fazendo uma caçada às bruxas, procura encarniçadamente o comando da subversão. Porém, o comando da subversão está no descontentamento popular, pois ninguém pode aguentar mais tal governo.

O movimento que produz tanto pavor nos "gorilas" surge de baixo para cima. Não vem dos políticos provados de seus direitos, mas sim das entranhas de um povo descontente, decidido agora e recorrer à força das massas para sua unidade e organização.

Não derrubaremos a ditadura através de quarteladas, nem de eleições, redemocratizações ou outras panacéias da oposição burguesa consentida.

Não acreditamos num parlamento conformado e submisso, mantido com o beneplácito da ditadura e disposto a ceder em tudo para que os deputados e senadores possam sobreviver com seus subsídios.

Não cremos na solução pacífica. As condições para violência nada têm de artificiais e estão criadas no Brasil desde que a ditadura se impôs pela força.

Violência contra violência. E a única saída é fazer o que estamos fazendo: utilizar violência contra os que tiveram a primazia em usá-la para prejudicar os interesses da pátria e das massas populares.

Os "gorilas" pensam que a morte de Che na Bolívia significou o fim da guerrilha. Ao contrário, inspirados no desprendido exemplo do Guerrilheiro Heróico, prosseguimos no Brasil sua luta patriótica, trabalhando junto a nosso povo com a certeza na mente e a história a nosso favor.

O que acontece em nosso país é um vasto movimento de resistência contra a ditadura. E, de dentro dele, irromperam as operações e táticas guerrilheiras. E aceitando o honroso título de "inimigo público número um: que me foi outorgado pelo governo "gorila", assumo a responsabilidade pela irrupção de tais operações e táticas guerrilheiras.

Quem desencadeará os ataques vindouros, onde, como e quando serão desencadeados? Isto é um segredo da guerrilha que o inimigo em vão tentará saber.

A iniciativa revolucionária está em nossas mãos. Já passamos à ação.

Nada mais vamos esperar.

Os "gorilas ficarão num labirinto escuro até que sejam obrigados a transformar a situação política numa situação militar.

Ao desencadear a revolução popular, utilizando táticas guerrilheiras, temos como objetivo organizar a guerra justa e necessária total do povo brasileiro contra seus inimigos. A guerra revolucionária no Brasil é uma guerra longa e não uma conspiração.

Sua história já se escreve com o sangue dos estudantes nas ruas e nas prisões, onde os patriotas são torturados e aniquilados; na ação dos sacerdotes perseguidos, nas greves dos operários, na repressão aos camponeses, nas lutas das áreas rurais e dos grandes centros urbanos, envolvidos na violência.

O destino das guerrilhas está nas mãos dos grupos revolucionários e na aceitação, apoio, simpatia e participação direta ou indireta de todo o povo. Para isso, os grupos revolucionários devem unir-se na ação de baixo para cima.

Os revolucionários de todos os matizes e de qualquer filiação partidária, onde quer que se encontrem, devem prosseguir na luta e criar pontos de apoio para a guerrilha. Uma vez que o dever de todo revolucionário é fazer a revolução, não pedimos permissão a ninguém para praticar atos revolucionários e somente temos compromissos com a revolução.

A experiência recente das lutas de nosso povo demonstra que o Brasil entrou numa fase de táticas guerrilheiras e ações armadas de todos os tipos, ataques de surpresa e emboscadas, captura de armas, atos de protesto e sabotagem. Manifestações de massa, comícios-relâmpago, manifestações estudantis, greves, ocupações, seqüestro de policiais e "gorilas" para trocá-los por presos políticos.

O princípio tático que devemos seguir agora é distribuir as forças revolucionárias para intensificar essas formas de luta. Mais adiante deveremos concentrar as forças revolucionárias para organizar planos e manobras.

Na área rural ou urbana, dentro dos caminhos a serem escolhidos pelos revolucionários, existem três grandes opções: atuar na frente guerrilheira, na frente de massas ou na rede de sustentação.

Em qualquer uma destas frentes, é necessário que o trabalho seja clandestino, é preciso organizar grupos secretos, manter a vigilância contra infiltração policial, castigar com a morte os delatores, espiões e batedores, não deixando filtrar nenhuma informação ao inimigo.

Seja qual for a situação, é necessário ter armas e munições, aumentar a potência de fogo dos revolucionários e utilizá-la com acerto, decisão e rapidez, inclusive em pequenas ações como a distribuição de panfletos e pichações de muros.

Entre algumas das medidas populares previstas para serem executadas de forma inapelável, com a vitória da revolução, executaremos as seguintes:

- aboliremos os privilégios e a censura;

- estabeleceremos a liberdade de criação e a liberdade religiosa;

- libertaremos todos os presos políticos e os condenados pela atual ditadura;

- eliminaremos a polícia, o SNI (Serviço Nacional de Informação), o Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e os demais órgãos da repressão policial;

- depois de julgamento público sumário, executaremos os agentes da CIA encontrados no país, e os agentes policiais responsáveis por torturas, espancamentos , tiros e fuzilamentos de presos;

- expulsaremos os norte-americanos do país e confiscaremos suas propriedades, incluindo as empresas, bancos e terras;

- confiscaremos as empresas de capital privado nacional que colaboraram com os norte-americanos e que se opuseram à revolução;

- tornaremos efetivo o monopólio estatal das finanças, comércio exterior, riquezas minerais, comunicações e serviços fundamentais;

- confiscaremos a propriedade latifundiária, terminando com o monopólio da terra, garantindo títulos de propriedade aos agricultores que trabalhem a terra, extinguindo as formas de exploração como a meia, a terça, os arrendamentos, o foro, o vale, o barracão (escravidão agrária), os despejos e a ação dos grileiros, e castigando todos os responsáveis por crimes contra camponeses;

- confiscaremos todas as fortunas ilícitas dos grandes capitalistas e exploradores do povo;

- eliminaremos a corrupção;

- serão garantidos empregos a todos os trabalhadores e às mulheres, terminando com o desemprego e o sub-emprego e aplicando o lema "de cada um segundo de sua capacidade, a cada um segundo do seu trabalho";

- extinguiremos a atual legislação do inquilinato, eliminando o acordo e reduzindo o aluguéis, para proteger os interesses dos inquilinos, assim como criaremos condições materiais para a aquisição de casa própria;

- reformaremos todo o sistema de educação, eliminando o acordo MEC-USAID e qualquer outro vestígio da intromissão norte-americana, para dar ao ensino brasileiro o sentido exigido pelas necessidades da libertação de nosso povo e seu desenvolvimento independente;

- daremos expansão à pesquisa científica;

- retiraremos o Brasil da condição de satélite da política exterior norte-americana para que sejamos independentes, seguindo uma linha de nítido apoio aos povos subdesenvolvidos e à luta contra o colonialismo.

Todas essa medidas serão sustentadas pela aliança armada de operários, camponeses e estudantes, de onde surgirá o exército revolucionário de libertação nacional, do qual a guerrilha é o embrião.

Estamos nos umbrais de uma nova época no Brasil, que marcará a transformação radical de nossa sociedade e a valorização da mulher e do homem brasileiros.

Lutaremos para conquistar o poder e pela substituição do aparelho burocrático e militar do estado pelo povo armado. O governo popular-revolucionário será o grande objetivo de nossa estratégia.

Ódio e morte aos imperialistas norte-americanos!

Abaixo a ditadura militar!
Brasil, Dezembro 1968




"governo revolucionário do povo, expulsão dos norte-americanos, expropriação do seu capital e dos que com eles colaboram, expropriação do latifúndio, libertação e valorização do homem brasileiro pelo caminho socialista" .

quinta-feira, 6 de março de 2014

Eddie Marchal (Grupo Pantera Negra) libertado 44 anos após sua prisão.

>O Grupo Pantera Negra (do qual Eddie fazia parte) também foi lançado com base em ideais marxistas-leninistas, embora fosse composto por diversos grupos em todo o país.<

>Em 1969, o Pantera Negra contava com 10 mil membros, enquanto o jornal alcançava uma circulação de 250 mil exemplares. O programa de 10 pontos divulgado na mesma época expunha as reivindicações e a denúncia generalizada da sua exclusão política, social e econômica.

Os pontos resumem-se com a reivindicação pela liberdade e poder aos negros de determinar o seu destino; por empregos decentes; pelo fim do expólio capitalista contra os negros e as comunidades oprimidas; habitações decentes “adequadas ao abrigo de seres humanos”; educação básica “que exponha a verdadeira natureza desta sociedade norte-americana decadente”.

Além disso, o programa também exigia cuidados de saúde gratuitos a todos os negros e oprimidos; fim imediato à brutalidade policial; o fim completo a todas as guerras de agressão; liberdade a todos os negros presos e julgamentos razoáveis; e o ponto por “terra, pão, habitação, educação, vestimenta, justiça, paz e controle comunitário da tecnologia moderna”.<